A cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau, é uma cidade rica em história, cultura e tradição. Desde a sua fundação, passou por diversas transformações que a moldaram até se tornar o centro político, econômico e cultural do país. Esta página apresenta um panorama da evolução da cidade ao longo dos séculos.
História da Cidade de Bissau
Bissau, oficialmente denominada Setor Autónomo de Bissau, é um setor autónomo e a capital e maior cidade da Guiné-Bissau, localizada no estuário do rio Geba, na costa atlântica. Surgida como um aldeamento de povos caçadores e agricultores, sua colonização começou a dar-se a partir do século XVII, quando cumpriu importante papel histórico na região, como centro de comércio e porto fortificado. Embora a Guiné-Portuguesa fosse administrativamente dependente de Cabo-Verde, a localidade exerceu o papel de sua capital. No século XX torna-se a capital da colónia, até a independência da Guiné-Bissau, quando coube-lhe ser a região mais desenvolvida e segura da nação, enquanto o país ainda mergulhava em conflitos e crises. Centro econômico da nação, Bissau concentra uma gama diversa de serviços financeiros, turísticos, educacionais e de saúde, fator possível graças à sua centralidade e à sua infraestrutura, que conta um grande porto (o maior guineense), além das ligações aeroportuárias e rodoviárias, constituído-se também como o centro político-administrativo e militar do país. Bissau foi fundada em 1687 por Portugal como um porto fortificado e centro comercial. No entanto, de acordo com as fontes históricas fidedignas a data de 15 de Março de 1692, foi efetivamente a data em que o Rei de Portugal D. José I assinou o Alvará Régio manifestando a intenção da Coroa Portuguesa em mandar construir na Ilha de Bissau uma fortaleza.
Bissau foi fundada em 1687 pelos colonizadores portugueses como um entreposto comercial e militar. A cidade surgiu para servir de ponto estratégico no comércio e na defesa da colônia. Antes da chegada dos portugueses, a região era habitada por povos locais que mantinham uma economia baseada na pesca, agricultura e comércio com outros povos africanos.
Bandeira da cidade de Bissau da Guiné Portuguesa
Foi elevada a vila, em 1858, e tornou-se cidade em 1913. Passou a ser capital do País, em 1942, depois de Cacheu e Bolama. Bissau foi por duas vezes capital do distrito da Guiné Portuguesa, em 1836 e 1915, tornando-se definitivamente capital colonial em 1942. A cidade de Bissau concentra uma gama diversa de serviços financeiros, turísticos, educacionais e de saúde, factor possível graças à sua centralidade e à sua infraestrutura, que conta um grande porto (o maior guineense), além das ligações aeroportuárias e rodoviárias, constituído-se também como o centro político-administrativo e militar do país. A cidade, conhecida pelo seu Carnaval anual, tem vindo a investir na área do turismo. Um dos locais mais visitados pelos turistas é a fortaleza de Amura, que alberga hoje o mausoléu de Amílcar Cabral. Bissau tem acordos de geminação com as cidades de Águeda, Lisboa e Moura (Portugal) e Praia (Cabo Verde).
Durante o domínio português, Bissau se tornou um importante centro administrativo e militar. A cidade cresceu em torno do Forte de Bissau, que servia como proteção contra ataques e resistência de povos locais. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a cidade desempenhou um papel fundamental no comércio, especialmente no tráfico de escravizados, que marcou tragicamente a história da região.
Durante o período colonial, a cidade de Bissau foi planejada e estruturada pelos portugueses, que a transformaram em um centro administrativo e militar da então Guiné Portuguesa. Os primeiros mapas da cidade, datados do século XIX e início do século XX, refletem um traçado urbano típico das colônias europeias, com forte influência da arquitetura e organização portuguesa.
Os mapas históricos mostram que Bissau era dividida em áreas bem definidas, incluindo:
Nos primeiros mapas coloniais, a cidade era pequena e concentrada ao redor do Forte d’Amura e do porto. Com o tempo, especialmente no século XX, Bissau começou a se expandir para novas zonas, incluindo a construção de mercados, igrejas, escolas, hospitais e infraestruturas militares. Os mapas da década de 1940 e 1950 já mostram um traçado urbano mais elaborado, com bairros definidos, avenidas largas e uma maior presença de edifícios públicos e privados. Durante esse período, algumas das principais avenidas e praças foram construídas, muitas das quais ainda existem hoje, embora com novos nomes e funções
Com o movimento de libertação liderado pelo PAIGC, Bissau se tornou um dos epicentros da luta pela independência da Guiné-Bissau. Em 24 de setembro de 1973, a independência foi proclamada unilateralmente, e em 1974 Portugal reconheceu oficialmente a soberania do país. A partir desse momento, Bissau se consolidou como a capital nacional, passando por um crescimento significativo em termos de população e infraestrutura.
Após a independência da Guiné-Bissau em 1974, a Câmara Municipal de Bissau atualizou seus símbolos oficiais para refletir a nova identidade nacional. Durante o período colonial, o brasão da cidade apresentava uma torre vermelha entre duas cabeças de negro com toucados vermelhos, sobre um campo prateado, encimado por uma coroa mural de ouro com cinco torres. A bandeira era gironada de oito peças em vermelho e negro. heraldicacivica.pt Atualmente, a Câmara Municipal de Bissau utiliza um logotipo que incorpora elementos representativos da cultura e identidade guineense.
Desde a independência, Bissau passou por diversos desafios e avanços. A cidade enfrentou períodos de instabilidade política, mas também experimentou crescimento econômico e social. Hoje, Bissau é um centro de atividades comerciais, culturais e governamentais, sendo a sede da Presidência da República, do Governo e de diversas instituições nacionais.
Unidade monetária: Franco CFA (Comunidade Financeira Africana)
Política: A cidade de Bissau é localmente administrada por uma Câmara Municipal, sob tutela do Ministério de Administração Territorial. Através de seus diversos órgãos (consultivos, deliberativo, de concepção, apoio e coordenação e operativos), a Câmara administra a área dentro da jurisdição da cidade e do sector autónomo. Actualmente, o Presidente da Câmara é José Anastácio Medina Lobato ao qual estão diretamente subordinados o seu gabinete, o conselho directivo, a Polícia do Sector Autónomo de Bissau e outros dois gabinetes. O vice-presidente Fernando Gomes ao qual se submetem o conselho técnico e três direcções. E há, ainda, uma Secretária-geral Aissatu Turé, responsável diretamente por outras três direções. O governo da Guiné-Bissau também localiza-se em Bissau, já que esta é a capital do país. Na cidade, há a sede da Presidência da República, do primeiro-ministro e os outros ministérios e da Assembleia Nacional Popular. O governo da Guiné-Bissau também localiza-se em Bissau, já que esta é a capital do país. Na cidade, há a sede da presidência da República, do primeiro-ministro e os outros ministérios e da Assembleia Nacional Popular. Relações exteriores: Através de acordos feitos pela Câmara Municipal, Bissau é cidade-irmã das seguintes cidades: Portugal Águeda, Portugal Portugal Lisboa, Portugal Portugal Moura, Portugal Cabo Verde Praia, Cabo Verde República da China Taipé, Taiwan Além disso, a cidade de Bissau participa da União das Cidades Capitais Luso-Afro-América-Asiáticas (UCCLA), que une capitais de vários países de língua portuguesa, e prepara mais acordos com cidades do Brasil, Angola, Gâmbia, França e Senegal.
Clima da cidade As condições climatéricas de Bissau são caracterizadas por um clima tropical. Há muito menos pluviosidade no inverno que no verão. A classificação do clima é Aw segundo a Köppen e Geiger. A temperatura neste local é de aproximadamente 27.0°C, conforme determinado por análise estatística. A pluviosidade média anual é 1387 mm. A cidade de Bissau está situada perto do equador, o que torna os verões difíceis de definir. De acordo com a nossa análise, o período ideal para embarcar numa viagem é durante Janeiro, Dezembro.